![]() |
| Áudio deste Post |
Se o fundamento está na experiência, o método consiste na análise das regularidades dos fenômenos. O conhecimento começa pela experiência e não pode ir além nem aquém dela.
Hume nega a lógica dedutiva ou metafísica que atribui conexão necessária à noção de causalidade. De acordo com o autor, não há nada nos corpos que traga em si algum vínculo de necessidade. No âmbito das questões de fato (experiência) o que é pode não ser e, ainda assim, não infere o princípio de não contradição. Como posso afirmar que o Sol que nasceu ontem e hoje, de mesmo modo, nascerá amanhã e assim por diante? Nesse sentido, dizer que o Sol nascerá amanhã tem a mesma validade no dizer que ele não nascerá. Em ambas as inferências não há certeza de preposição.
O problema de Hume é saber a natureza que nos faz pensar que o Sol nascerá amanhã assim como se deu no passado e como será no futuro. Qual é a fonte que nos faz pensar dessa forma? De onde provém?
Os raciocínios referentes às questões de fato parecem fundar-se na relação causa e efeito. Segundo Hume, “é somente por meio dessa relação que podemos ir além da evidência daquilo que nos aparece”.[2] De modo que é preciso investigar como chegamos ao conhecimento de causa e efeito.
